Movimento Música Pela Democracia ocupa o Largo da Batata por oito dias

Entre os shows confirmados estão: Tom Zé, Anelis Assumpção, Bixiga 70 e Guizado

A ocupação vai ao encontro de um movimento mundial, que começou em 2011, em Nova York, contra a crise globalComeçou neste domingo, 10 de abril, o Música Pela Democracia, que ocorre no Largo da Batata, em São Paulo, até o dia 17. A ocupação cultural e permanente é em prol da democracia, recebendo artistas, músicos e coletivos de intervenção urbana. A proposta é convidar o público para uma conscientização coletiva sobre o significado de democracia e cidadania.

Durante os oito dias de ocupação, estão confirmados artistas como:  Filipe Catto, Tulipa Ruiz, Jaloo, Bixiga 70, Jonnata Doll e os Garotos Solventes, Lucas Weglinski, Guizado, Tiê, Tutu Moraes, Lira, Tarântulas (trabalho do Thunderbird com Gui Held e Felipe Maia), Marcia Castro, Anelis Assumpção, Curumin, Saulo Duarte, Nana Rizinni, Michelle Abu, Tom Zé, BNegão, Rafael Castro, Rashid, Galego, Edgard Scandurra e Silvia Tape, Cooperativa Paulista de Dança, Sandro Borelli com a Cia Carne Agonizante, Blocos de Carnaval.

A ocupação contará com estrutura composta por debates, mesas-redondas e picnics, na parte da manhã, oficinas e espetáculos de rua, na parte da tarde, e shows à noite, além de videoarte e saraus de poesia.

Democracia

A etimologia de democracia vem do grego: dêmos – povo + kratía – força, poder. Ou seja, “poder que vem do povo”. Numa sociedade democrata, o sufrágio universal prevalece. O direito de voto a toda a população deve ser respeitado. Junto à democracia, aparece outra palavra fundamental: a cidadania. O exercício dos direitos e deveres civis, políticos e sociais.

O direito de ir e vir, de se expressar, de se vestir, de aprender, de ter aula de educação sexual na escola, de ter a escola. O direito de ser quem você é, de decidir sobre o seu corpo, de não ter medo de andar nas ruas, de exercer sua sexualidade, de orgulhar-se de sua etnia, de ter acesso aos serviços sociais. E, principalmente, de aprender a conviver com as diferenças e a respeitar opiniões diferentes. Pois somente com ideias diferentes, construímos uma sociedade plural, diversa, como deve ser.

"Entendemos que a cidadania começa de dentro para fora, a partir das ações cotidianas de cada um. Começando com o respeito ao próximo e a aceitação do diálogo em qualquer circunstância. O ódio, a intolerância, o preconceito não nos representa, queremos uma democracia com mais amor e pluralidade. Aconteça o que acontecer", afirma a organização do evento.

Debate mundial

A ocupação vai ao encontro de um movimento mundial, que começou em 2011, em Nova York, contra a crise global. Naquele ano, o movimento Occupy Wall Street levou milhares de cidadãos norte-americanos, estudantes, sindicalistas, veteranos, imigrantes, professores e ativistas de todo tipo a realizar uma ocupação pacífica em Wall Street.

Os manifestantes se reuniram por um novo movimento social por justiça econômica, contra a cobiça empresarial, a corrupção na política e a desigualdade. O movimento ganhou tanta força que se alastrou por outras cidades americanas e acabou tomando proporções internacionais. Na Espanha, o movimento “Indignados” levou milhares de pessoas às ruas contra os altos índices de desemprego e contra as medidas de austeridade impostas pelo governo. Este movimento espanhol sacudiu o espaço público de uma forma sem precedentes.

Assista ao vídeo de campanha de apoio ao movimento:

Inscreva-se no Moozyca

Leia também

Tropical Diáspora: a difusão da música afro-americana em Berlim dos anos 90

Lee Ranaldo, ex-Sonic Youth, é atração do Mês da Cultura Independente

O cientista da vanguarda baiana

Já sabe o que ver na Virada Cultural deste fim de semana?

"A paz, como a música, é uma necessidade universal”

“O principal elemento no meu trabalho é o ritmo”, afirma Arrigo Barnabé

Gilberto Gil e Caetano Veloso negam pedido de boicote à Israel feito por Roger Waters

Morre Ornette Coleman, o Einstein do jazz norte-americano


Inscreva-se no Moozyca