Saudadis do sambista Mussum!

Há 21 anos, o Brasil perdia uma grande figura do samba e do humor

Foi um dos fundadores do grupo Os Originais do Samba

Neste mês, o Brasil completou 21 anos sem a presença de Antônio Carlos Bernardes Gomes, mais conhecido como Mussum. Além de fazer o país morrer de rir como humorista, foi um sambista de mão cheia. Aliás, era cantor e compositor muito antes de estrear na televisão. Além de exímio sambista, foi mangueirense fanático e apreciador das maravilhas do mundo, como a cachacinha.

Mussum foi um dos fundadores do grupo Os Sete Modernos, posteriormente chamado Os Originais do Samba, da década de 1960, no Rio de Janeiro. O primeiro álbum saiu em 1969 com o nome “Os Originais do Samba”, pela RCA.

Alguns de seus maiores sucessos são "Tá Chegando Fevereiro" (Jorge Ben/ João Melo), "O Lado Direito da Rua Direita" (Luiz Carlos/ Chiquinho), "A Dona do Primeiro Andar", "O Aniversário do Tarzan" e "Esperanças Perdidas" (Adeilton Alves/ Délcio Carvalho).

O boom do grupo aconteceu com o espetáculo "O Teu Cabelo Não Nega", no Copacabana Palace no final da década de 1960. A banda se fixou em São Paulo, depois de excursionar pelo México e, em 1968, acompanhou Elis Regina na música "Lapinha", de Baden Powell e P.C. Pinheiro, que foi vencedora da I Bienal do Samba.

No ano seguinte, gravaram a música "Cadê Teresa", de Jorge Ben, que fez grande sucesso. Veja abaixo trechos do programa MPB Especial com Originais do Samba na TV Cultura em 1972.

Os participantes de Os Originais do Samba eram ritmistas de escolas de samba. O grupo teve diversas formações com Mussum, Rubão, Bigode, Bide, Chiquinho, Lelei, Zeca do Cavaquinho, Sócrates, Rubinho Lima, Valtinho Tato e Gibi.

A trupe participou de festivais e ganhou discos de ouro pelas vendas de suas gravações, principalmente nos anos 1970, combinando o canto uníssono, a roupa padronizada e boa dose de humor. Tocaram com grandes nomes da música brasileira, como Chico Buarque, Jair Rodrigues e Vinicius de Moraes, além do ícone internacional Earl Grant. Em 1997 gravaram um CD comemorativo pelos 30 anos de carreira (Os Originais de Todos os Sambas).

Mussum também realizou trabalhos paralelos. Na interpretação do samba de Ary Cavaco, registrado em seu LP de estreia, no ano de 1978, o músico dá um belo show com a música “Malandro Quilomba”. Mussum morreu em julho 1994, aos 53 anos, em São Paulo, dias após a final da Copa do Mundo deste ano, enquanto o país ainda estava em festa.

Ouça abaixo “Malandro Quilomba” (samba, 1978) – Ary do Cavaco, na voz de Mussum:

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